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domingo, 19 de setembro de 2010

Alunos da Rede Municipal de Educação homenageiam o músico Noel Rosa

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jul 22 2010

Ourinhos lança Livro sobre os dez anos do Festival de Música

Notícia

Divina Comunhão – Livro sobre os dez anos do Festival de Música é lançado em Ourinhos em grande estilo!

O livro Divina Comunhão - Festa de todos os sons, marcando os dez anos do Festival de Música de Ourinhos foi lançado na noite do dia 21 de julho, na Biblioteca Municipal Tristão de Athayde, situada à Rua São Paulo, 149. A obra de autoria de Marco Aurélio Gomes e Neusa Fleury Moraes aborda uma diversidade de aspectos do maior evento cultural realizado na cidade de Ourinhos, que se tornou uma referência como projeto voltado à educação musical do país.  Segundo Marco Aurélio: “Não nos preocupamos em contar uma história cronológica, destacamos o perfil do Festival de Ourinhos, que contempla principalmente a formação musical, o aprendizado, sempre interagindo com outras linguagens”. Os autores dedicaram também um capítulo ao envolvimento da cidade com o projeto, mostrando como um evento cultural pode mobilizar diversos segmentos. “Mais do que um importante registro do Festival, o livro é uma referência para a memória musical da cidade, uma história contada por muitas vozes”, lembra Neusa Fleury, Secretária de Cultura e principal idealizadora do Festival de Música.  Segundo os autores, o livro será distribuído às escolas e às principais instituições que se dedicam ao ensino no Brasil.
O lançamento aconteceu em grande estilo, na Biblioteca Municipal Tristão de Athayde e contou com a presença dos autores da obra, além das autoridades locais, músicos, professores, funcionários das Secretarias e demais pessoas envolvidas no projeto.
Parabéns Neusa Fleury e Marco Aurélio pelo brilhante evento e significativa contribuição para a História da Música em Ourinhos. O X Festival de Música de Ourinhos é um sucesso!

Por Selma Cristina Freitas Pupim
Leia:  Divina Comunhão – Livro sobre os dez anos do Festival de Música será lançado hoje. Disponível em: <http://migre.me/Z5fT>. Acesso em: 22-07-2010.
jul 21 2010


Trabalhos desenvolvidos pelos alunos da EMEF Profa. Adelaide Pedroso Racanello / Rede Municipal de Ensino de Ourinhos
Trabalhos desenvolvidos pelos alunos da EMEF Profa. Adelaide Pedroso Racanello / Rede Municipal de Ensino de Ourinhos

As escolas da Rede Municipal de Ourinhos realizaram trabalhos interdisciplinares em comemoração a Noel Rosa, músico homenageado durante o X Festival de Música de Ourinhos, que acontecerá de 18 a 25 de julho. Dessa forma, as escolas desenvolveram atividades diversas relacionadas à produção musical de Noel Rosa, que tinham como proposta sensibilizar os educandos quanto às letras das músicas e melodias do autor. As EMEFs “Profª Amélia Abujamra Maron”, “Profª Jandira Lacerda Zanoni” e “Profª Adelaide Pedroso Racanello”, realizaram apresentações musicais, estudo da biografia;  painéis e mural de atividades; apresentação oral de vida e obra do músico; estudo de aspectos gramaticais contidos nas letras de suas músicas; produção de textos; reprodução e ampliação de gravuras e caricaturas de Noel Rosa; ilustração das letras de músicas do CD recebido pela Secretaria da Cultura, dentre outros trabalhos que surgiram  no decorrer das aulas.
Além das apresentações realizadas, os trabalhos artísticos estão expostos nos murais das escolas. Os alunos cantaram Noel Rosa e dentre as músicas
apresentadas estão “Conversa de Botequim”; músicas de carnaval e festival de Paródias. Os alunos do NEI “Adelaide Mantovani Alves da Silva” e das EMEF’s “Profº Francisco Dias Negrão” e “Profª Josefa Navarro Lemos” também desenvolveram atividades artísticas em homenagem ao músico.

Músico é tema de apresentação que acontece hoje

Hoje,  08 de julho, os alunos da EMEF “Profª Amélia Abujamra Maron” farão uma
apresentação musical à toda equipe escolar, com a participação e orientação musical do Professor Alexandre Quirino Mansinho.
É importante ressaltar que, a partir de 2011, as escolas públicas e privadas de todo o país deverão incluir o Ensino de Música em sua grade curricular. Essa exigência surgiu com a Lei nº 11.769, sancionada em 18/08/2008, que determina que a música deverá ser conteúdo obrigatório em toda a Educação Básica. A música integrará o Ensino de Arte e o objetivo não se restringe à formação de músicos, mas desenvolver a sensibilidade, a criatividade e a integração dos alunos, bem como resgatar os valores culturais e contribuir para a formação integral do educando.
De acordo com  o MEC, além das noções básicas de música, dos hinos e dos sons de instrumentos, os alunos tenham acesso a novos ritmos, danças regionais e folclóricas para apreciar a diversidade cultural do Brasil, pois o contato com a boa música contribui para o enriquecimento musical das crianças e adolescentes, que têm contato apenas com o que a mídia apresenta, ou seja, o rap e o rock propriamente dito.

Disponível em: <http://ourinhos.prefeituramunicipal.net/ws/noticias/index.php?id=4028>. Acesso em 22/07/2010, por Selma Cristina Freitas Pupim.

  • noelAlunos da EMEF Profa. Jandira Lacerda Zanoni / Rede Municipal de Ensino de Ourinhos
    Alunos da EMEF Profa. Jandira Lacerda Zanoni / Rede Municipal de Ensino de Ourinhos

Ourinhos lança Livro sobre os dez anos do Festival de Música

Notícia

Divina Comunhão – Livro sobre os dez anos do Festival de Música é lançado em Ourinhos em grande estilo!

O livro Divina Comunhão - Festa de todos os sons, marcando os dez anos do Festival de Música de Ourinhos foi lançado na noite do dia 21 de julho, na Biblioteca Municipal Tristão de Athayde, situada à Rua São Paulo, 149. A obra de autoria de Marco Aurélio Gomes e Neusa Fleury Moraes aborda uma diversidade de aspectos do maior evento cultural realizado na cidade de Ourinhos, que se tornou uma referência como projeto voltado à educação musical do país.  Segundo Marco Aurélio: “Não nos preocupamos em contar uma história cronológica, destacamos o perfil do Festival de Ourinhos, que contempla principalmente a formação musical, o aprendizado, sempre interagindo com outras linguagens”. Os autores dedicaram também um capítulo ao envolvimento da cidade com o projeto, mostrando como um evento cultural pode mobilizar diversos segmentos. “Mais do que um importante registro do Festival, o livro é uma referência para a memória musical da cidade, uma história contada por muitas vozes”, lembra Neusa Fleury, Secretária de Cultura e principal idealizadora do Festival de Música.  Segundo os autores, o livro será distribuído às escolas e às principais instituições que se dedicam ao ensino no Brasil.
O lançamento aconteceu em grande estilo, na Biblioteca Municipal Tristão de Athayde e contou com a presença dos autores da obra, além das autoridades locais, músicos, professores, funcionários das Secretarias e demais pessoas envolvidas no projeto.
Parabéns Neusa Fleury e Marco Aurélio pelo brilhante evento e significativa contribuição para a História da Música em Ourinhos. O X Festival de Música de Ourinhos é um sucesso!
Por Selma Cristina Freitas Pupim

Leia:  Divina Comunhão – Livro sobre os dez anos do Festival de Música será lançado hoje. Disponível em: <http://migre.me/Z5fT>. Acesso em: 22-07-2010.

III Fórum de Educação de Águas de Santa Bárbara: A Educação do século XXI

“Professora Letícia Rarek Conceição, Profa. Marcos Antonio do Nascimento e Professora Selma Cristina Freitas Pupim”
 

O III Fórum de Educação de Águas de Santa Bárbara: A Educação do século XXI foi realizado no período de 08 a 10 de julho do corrente ano. O evento contou com uma expressiva participação dos municípios da região com a presença de professores e educadores.
A Secretária Municipal de Educação do município de Águas de Santa Bárbara, Profa. Débora Regina Caetano Gregório, durante a abertura do Fórum, ressaltou o apoio recebido dos 31 municípios presentes, bem como a presença de aproximadamente 900 participantes.
A palestra de abertura, proferida pela Profa. Dra Emília Cipriano abordou como tema a Reconstrução do conhecimento do professor como agente transformador do ato de educar. A palestrante advertiu acerca da importância da boa convivência entre professor e aluno. Para Emília Cipriano, a convivência revela e desvela o ser e, quem não se apropria do olhar não se envolve “ao todo da Educação”. Observou também que os Cursos de Pedagogia do país estão em crise no que se refere à Formação das Práticas Educacionais, além disso, o Currículo dos Educadores não atende às necessidades do “novo ser humano”.
Dessa forma, a Secretaria Municipal de Educação de Ourinhos, com o compromisso da formação continuada de professores, busca o aprimoramento de sua equipe técnica, que se fez representar pela AssessoraTécnico-Pedagógica, professora Selma Cristina Freitas Pupim e os Coordenadores de Área, professores Marcos Antonio do Nascimento e Letícia Rarek Conceição.
Dentre os palestrantes estiveram no evento o Prof. Dr. Miguel Gonzáles Arroyo refletindo acerca da Infância e a Adolescência; Profa. Guiomar Namo de Mello, cuja palestra observou a Organização Curricular e o seu impacto sobre a prática didática e pedagógica das escolas e professores; Profa. Dra Rosita Edler Carvalho com a Contribuições da Neuropsicologia no desenvolvimento humano; Prof. Dr. Marcos Méier que discorreu sobre a Disciplina e Limites na Educação, dentre outros. O encerramento se deu no dia 10 com a significativa contribuição do Prof. Dr. César Nunes, da UNICAMP que concluiu os trabalhos com o tema Educação Emancipadora: humanizar os saberes e educar os afetos.


Selma Cristina Freitas Pupim / Assessora Técnico-Pedagógica da Secretaria Municipal de Educação de Ourinhos

Ourinhos realiza Avaliação Indique e encerra com chave de ouro


Avaliação Indique EMEF Profa. Jandira Lacerda Zanoni
Avaliação Indique EMEF Profa. Jandira Lacerda Zanoni
As Unidades Escolares da Rede Municipal de Ourinhos participaram da Avaliação Indique -  “Indicadores da Qualidade na Educação”, realizada nesta sexta-feira, 30 e no sábado, 31.
A Avaliação aconteceu em treze escolas municipais e contou com a participação da Equipe Gestora, alunos, pais, professores, coordenadores pedagógicos, Equipe Técnica da Secretaria Municipal de Educação, dinamizadores do Projeto Aula Fundação Telefônica e demais envolvidos no projeto.
A Avaliação Indique foi um sucesso e Ourinhos se destaca no Projeto com uma efetiva participação. O INDIQUE é encerrado com chave de ouro!
Parabéns Educadores!

Agosto das Letras em Ourinhos

Agosto das Letras em Ourinhos

O Agosto das Letras, em Ourinhos, além do bate-papo com o escritor Reinaldo Moraes, é um dia dedicado à literatura infanto-juvenil. O evento é um conjunto de atividades culturais que acontecerão no Centro de Convivência Jornalista Benedicto da Silva Eloy. Das 8h da manhã às 17 horas as crianças e o público em geral terão oportunidade de fazer oficinas, ouvir histórias, poesias e muito mais.
Espaço do Professor em Ourinhos

A elite paulista não pode mais

Paulo Ghiraldelli(*)
O centro da oposição a Vargas deslocou-se de São Paulo para o Rio após o fim do Estado Novo. Diferentemente dos anos 30, nos anos 50 não eram mais as elites paulistas que pregavam contra o varguismo e, sim, Carlos Lacerda, com forte apoio em parte da classe média carioca. Portanto, era no centro do poder, bem na capital do Brasil, que Vargas tinha sua pior pedra no sapato. Todavia, São Paulo jamais engoliu o varguismo. Quando em 1964 a UDN, aliada aos militares, provocou o golpe contra Jango – o herdeiro “comunista” de Vargas –, as passeatas de parte da classe média paulista pela “família”, pela “moralidade” e “contra o comunismo”, que serviram de pré-apoio aos golpistas, não foram pequenas. Essa ação paulista era, em parte, uma ação antivarguista.
O ciclo de presidentes militares de 1964-1985 não interrompeu o percurso da elite paulista conservadora aliada a uma classe média que tentava imitá-la. Essa elite se acomodou muito bem ao novo regime e, rapidamente, passou a oferecer aos militares a parte de sua intelectualidade mais decididamente conservadora. O “milagre econômico” do Regime Militar foi obra (falsa) de um professor da USP, Delfim Neto. Ele sabia fazer artigos contra o marxismo, totalmente inúteis do ponto de vista da economia prática, mas muito válidos para se manter no poder. Esses artigos conquistavam as mentes pouco educadas dos militares e da classe média reacionária.
Nos anos 70 e 80, atacar o marxismo já não significava mais nada para boa parte dos economistas que, sabiam bem, tratava-se de uma doutrina morta do ponto de vista do que se discutia no mundo em termos de sobrevivência (Welfare State versus Liberalismo tinham conseqüências práticas que o marxismo não abordava do melhor modo). No clube dos intelectuais mais cosmopolitas, o marxismo já não era uma leitura oficial. Mas, do ponto de vista político doutrinário, nossa esquerda, em parte capitaneada no PMDB e no proto-PT, só se organizava por meio de uma militância que não tinha recebido outra educação senão a de folhear o Manifesto Comunista. Assim, “para inglês ver” (ou, para militares verem), gente como Delfim Neto, uma vez no governo ou próximo, mantinha teatralmente esse discurso anticomunista que os fazia ter o mesmo status, diante dos militares e da elite paulista reacionária, que um Florestan Fernandes tinha à esquerda.
Assim, a elite paulista, em sua maior parte conservadora, se educou e se projetou na história sob esse registro de antivarguismo e de anticomunismo.
O varguismo representava para tal elite a ligação com os pobres, em relação aos quais ela sempre teve um sentimento complexo. Brizola, herdeiro de Jango e, portanto, de Vargas, jamais conseguiu ter votos em São Paulo ou mesmo construir o PDT em terras paulistas. Os pobres – eis aí o que a elite paulista nunca conseguiu buscar compreender.
Um setor da elite paulista não muito brutalizada, a que não queria simplesmente eliminar os pobres por meio de esquadrões de extermínio, seccionou-se em três partes: uma adorava dar esmola; outra parte amava dar esmola, mas com um aviso ao pobre: “não vá tomar pinga” (querem que o pobre poupe, com cada 30 centavos da esmola), e uma terceira parte queria dar esmola contanto que os 30 centavos viessem do Estado, principalmente dos impostos tirados da classe média baixa.
Com o fim do comunismo e com a baixa do marxismo até mesmo como doutrina política, diminuiu as possibilidades dos teóricos servidores dessa elite. Pois sobrou pouco para eles comentarem. Afinal, falar do que? Falariam mal do MST. Seria uma forma de atacar o que teria restado do comunismo? Ora, mas falar mal do MST todo dia, cansaria demais! Isso reduziria o número de leitores.
Na verdade, sobrou para o encanto da elite paulista conservadora apenas o discurso da moralidade, o que Carlos Lacerda havia feito muito bem contra Vargas. Ou seja, com o fim do comunismo sobrou para a elite paulista o discurso moralista que foi usado contra Vargas. Esse discurso, no entanto, não tinha mais alvo, uma vez que a política brasileira havia já ficado sem Brizola, antes mesmo dele morrer.
Mas aí, então, Lula começou a se deslocar de modo bem mais rápido que até então para uma posição mais próxima do varguismo. Ampliou bases populares para ser presidente. Uma vez no poder, principalmente no segundo mandato, desenvolveu um novo populismo, com bases em programas mais institucionalizados quanto ao apoio social. Além disso, não tendo o mesmo passado autoritário de Vargas, teve mais facilidade de compor uma articulação que, diga-se de passagem, Brizola nunca conseguiu, ou seja, trazer para si o PMDB. Com a morte de Brizola, então, abocanhou fácil o PDT.
Ao fazer isso, Lula fixou-se no poder de modo mais tranqüilo, mas também se transformou no alvo natural da elite paulista conservadora. Afinal, aproximando-se do varguismo, ele atraiu para si o discurso de oposição já preparado contra o varguismo, o moralismo udenista, agora passado para as mãos da elite paulista.
A revista Veja, por meio de Reinaldo de Azevedo e Diogo Mainardi, ocupou esse lugar próprio da direita. No banco de reservas ficaram Neumane Pinto e Arnaldo Jabor. Triste! A elite paulista teve de substituir Delfim Neto, da USP, por jornalistas – foi uma perda de qualidade, sem dúvida.
O governo, cujo populismo varguista se incorporou ao lulismo democrático, respondeu por um meio também utilizado por Vargas: o jornalismo pago. O governo logo viu que podia controlar a imprensa não pela censura, mas pelo dinheiro. Os jornais diminuíram suas críticas ao verem que o financiamento estatal podia ser cortado ou deslocado. Além disso, o governo capitaneou para o seu lado gente ávida por grana e pouco afeita à verdade, como Luís Nassif. Em pouco tempo, por ação da oposição à direita e pelo governo, perdemos uma boa parte da imprensa livre. Ou melhor, perdemos na imprensa o jornalismo inteligente. Claudio Abramo teria náuseas perto disso tudo.
Todavia, duvido da necessidade desse pessoal para o próprio governo, ou seja, de gente da imprensa paga.
Do mesmo modo que Vargas sempre conseguiu bater a UDN e a elite paulista, Lula atuou exatamente nesse sentido. Jogou fora toda e qualquer ideologia mais sofisticada e aplicou uma regra simples do varguismo: elevação dos mais pobres a uma condição melhor, estável ou aparentemente estável. Em outras palavras: fez um setor marginalizado sentir o gostinho do capitalismo na sua face atrativa: consumo, emprego, capacidade de sonhar com casa própria e carro. A idéia de casa própria e do emprego dá o sabor (falso ou verdadeiro, não importa) de estabilidade; a idéia de carro dá o sabor (falso ou verdadeiro, não importa) de liberdade. Com isso, aqueceu a economia e, então, trouxe para si parte dos empresários. Não mexeu com lucros de banqueiros, ao contrário, os ampliou com o aquecimento da economia. Com isso, não foi difícil para Lula – e ele sempre soube que poderia eleger “um poste” assim fazendo – carrear o seu prestígio para uma desconhecida. Eis aí o voto em Dilma que, segundo as pesquisas, a fará presidente daqui uns dias.
O voto para José Serra é o do moralismo, o da já denunciada falta de ética reinante no governo. Esse discurso não dá voto, ao menos não nas mãos de gente que não é Collor ou Jânio. Além do mais, José Serra não consegue parecer sincero nessa sua denúncia, pois o PSDB tem telhado de vidro em termos éticos – no Brasil todo seu rosto não é tão diferente daquele do DEM. Sendo assim, se esse discurso, que já é fraco por si mesmo no quadro atual, em que a população vota pela ideologia do bolso, da barriga e da liberdade possível, torna-se completamente inócuo. Quanto mais denúncias de Serra contra Lula e Dilma, pior para ele. A elite paulista conservadora não pode mais. Mas, creio, não vai aprender isso e irá continuar esperneando. A sorte do Brasil é que agora não há mais militares para chamar.
O voto para Dilma é um cheque em branco de nossa população para Lula. Mas Lula, em 2005, era o homem para quem ninguém daria um cheque, nem mesmo assinado. Lembram-se? Isso não quer dizer que “o brasileiro não tem memória”, mas que o brasileiro quer viver bem e premia qualquer governo que lhe dê um mínimo de esperança de assim fazê-lo. Novidade isso? Não. Mas, para a elite paulista e para o PSDB isso não cabe.  Não entra na cabeça deles que o pobre queira oportunidade de deixar de ser pobre. Para eles, o pobre, se ganha algum dinheiro, gasta tudo e volta a ser pobre. A elite paulista é durinha de cabeça no entendimento da sociologia. Ela ficou nas mãos com um revolver sem balas, o do antivarguismo.
(*) Paulo Ghiraldelli Jr., filósofo, escritor e professor da UFRRJ.

Como ensinar ortografia


Disponível em:<http://revistaescola.abril.com.br/lingua-portuguesa/pratica-pedagogica/como-ensinar-ortografia-594436.shtml>. Acesso em: 19.09.2010.

Para que os alunos escrevam dentro da variedade padrão é essencial conhecer as regularidades e irregularidades da língua e saber como aplicá-las.

Desde que o aluno recém-alfabetizado percebe que um mesmo som pode ser grafado com diferentes letras, ele passa a encarar dúvidas de ortografia. No livro La Calidad de las Escrituras Infantiles, as autoras Ana María Kaufman e María Elena Rodríguez explicam que isso se dá porque poucas letras cumprem o princípio alfabético de relacionar uma unidade sonora (um fonema) a apenas uma letra escrita (grafema).

Isso acontece porque a escrita é um sistema de representação construído historicamente e não um código. Se fosse um código de transcrição exato não existiriam grafias diferentes para sons iguais como ocorre com o fonema /s/ nas palavras "sapo", "assar", "cebola", "paçoca" e "auxílio".

Essas características da língua deixam de ser um problema para o estudante que consegue enxergar a ortografia atrelada às práticas sociais de linguagem, à leitura e à produção de textos. "Quanto mais oportunidades as crianças tiverem de escrever textos, maiores possibilidades terão de conquistar, pouco a pouco, o conhecimento da ortografia", defende Celia Díaz Argüero no livro
Aprender y Enseñar la Lengua Escrita en el Aula. E compreender as convenções ortográficas ajuda, e muito, já que elas unificam a maneira de escrever e facilitam a comunicação.
=== PARTE 2 ====
=== PARTE 3 ====
Regularidades e irregularidades ortográficas

Artur Gomes de Morais, professor da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e um dos maiores especialistas do Brasil na área, explica no livro
Ortografia: Ensinar e Aprender como é feita a organização das regras ortográficas na língua portuguesa. De acordo com ele, existem palavras que mostram a relação entre letra e som de maneira irregular. A forma de redigi-las é definida na maior parte das vezes pela origem e deve ser memorizada. Já as relações regulares podem ser compreendidas e são divididas em três tipos:

- Regulares Diretas Incluem as grafias de P e B, T e D, F e V. Apesar de expressarem um único som, esses pares de letras são pronunciados de forma muito parecida, confundindo as crianças recém-alfabetizadas.

- Regulares Contextuais Aqui o uso de uma letra ou outra para um determinado som vai ser definido em relação à posição em que esta letra se encontra dentro da palavra. Nestes casos, é preciso avaliar o contexto em que a letra será utilizada - se no começo, no meio, no final da palavra, entre vogais, antes ou depois de determinadas consoantes, etc. - para definir sua grafia. Isso ocorre, por exemplo, no uso de C ou QU com som /k/ em palavras como "cavalo" e "quiabo".

- Regulares Morfológico-gramaticais São as correspondências determinadas por aspectos gramaticais na formação de palavras por derivação e na flexão de verbos. Entre os exemplos, estão os adjetivos que indicam lugar de origem, como "francesa" e "portuguesa", grafados com S (com som de Z). Também ocorrem com os verbos no infinitivo, que terminam com R (embora esse R não seja pronunciado em muitas regiões), ou na flexão da terceira pessoa do plural (em palavras como "fornecerão" e "forneceram").
Como ensinar os alunos a refletir sobre ortografia

TRABALHO EM DUPLAS
Para
decidir onde colocar cada palavra, as
crianças pensam sobre suas características

DEBATE COM A TURMA
Discutindo sobre a escrita, os alunos
construíram uma tabela coletiva
O ensino da ortografia tem sido marcado por dois extremos, ambos inadequados. De um lado, estão os professores que consideram que as regularidades e irregularidades devem simplesmente ser decoradas e, portanto, treinam seus alunos por meio de exercícios mecânicos de memorização de regras e de cópias dos termos. No outro polo, estão os profissionais que adotam a mera exposição dos alunos a textos diversos. Eles acreditam que o contato a longo prazo se incumbe de mostrar a grafia-padrão.

As pesquisas mais recentes indicam, no entanto, que grande parte da ortografia, mesmo sendo regida por regras, pode ser compreendida por meio de exercícios de reflexão - o que é muito diferente de apenas copiar e repetir
(leia a sequência didática).

O ponto de partida no trabalho com o tema será sempre um diagnóstico para identificar o que a turma já sabe e quais erros ortográficos são mais frequentes. Foi o que fez Elaine de Paula, professora do 3º ano da EM Agnes Pereira Machado, em Catas Altas, a 142 quilômetros de Belo Horizonte. No início do ano, ela realizou um ditado de nomes de animais para identificar as dificuldades da turma. "Havia muitas dúvidas, mas resolvi focar o trabalho no uso da letra R porque a maioria errava nesses casos", lembra.
Em seguida, ela preparou exercícios, começando com a classificação de palavras. "Desenhei uma tabela e pedi que eles relacionassem palavras de uma lista extensa com alguns itens: quando o R aparecia no início da palavra, entre vogais ou entre vogal e consoante, por exemplo, de acordo com as semelhanças", conta. Em duplas, fizeram a tarefa e, em seguida, compartilharam seus resultados com o restante da turma. Após a análise do trabalho, elas criaram regras para explicar as grafias e as discutiram. As conclusões foram várias: "Tem palavra que começa com um R, mas o som é de RR forte", "Não começamos nem terminamos palavras com RR" e "Um R entre vogais é fraco, a língua treme". A professora então redigiu no quadro essas frases e combinou que elas poderiam ser consultadas quando necessário.

Para levar à reflexão sobre os equívocos mais comuns, a professora Elaine seguiu uma das orientações do livro de Morais, propondo a classificação de palavras com grafias semelhantes e a produção de regras nas atividades com palavras organizadas em listas (isso é, não retiradas de textos). O autor sugere também outras duas maneiras de colocar à prova o que foi aprendido: atividades de reflexão sobre termos presentes em textos (como a releitura com foco em um aspecto e a reescrita com transgressão das regras aprendidas) e revisão de textos feitos pelos próprios alunos.

Essas reflexões vão ajudar os estudantes na compreensão dos casos regulares. Para se apropriar dos irregulares, porém, será necessário memorizar ou consultar um dicionário. Nesse momento, priorize as palavras de uso frequente, já que não faz sentido pedir que eles decorem a grafia de termos como "obsessão" e "ascensorista" só porque são típicos da complexidade da língua. O objetivo é que a turma se torne cada vez mais capaz de dominar as questões ortográficas que enfrentam em suas produções escritas.

Reportagem sugerida por 2 leitoras: Edna Cristina Oliveira Lima, Miguel Calmon, BA, e Mariana Demetrio dos Santos, Ilhéus, BA


Reescrita com transgressão ortográfica

Bloco de Conteúdo
Análise e reflexão sobre a língua e a linguagem
Conteúdo
Ortografia
Objetivos
- Refletir sobre princípios das normas ortográficas.
- Construir um repertório de regularidades ortográficas contextuais.

Conteúdo
- Ortografia: uso de E e I no fim de palavras pronunciadas com som de /i/.

Anos
3º e 4º.

Tempo estimado
Seis aulas.

Material necessário
Papel pardo ou cartolina e pincel atômico.

Flexibilização
Pensando em um aluno com deficiência auditiva, mas capaz de fazer a leitura orofacial, que já escreva bem e não utilize Libras – pois nesse caso sempre terá direito a um intérprete na sala, recomenda-se falar sempre de frente para a criança (regra que vale tanto para o professor, quanto para o colega da dupla). O aluno surdo deve sentar-se nas carteiras da frente da sala, próximo ao professor. Também é fundamental que você escreva na lousa todos os pontos a serem trabalhados, para que o aluno possa fazer seus registros. Isso facilita a compreensão, já que o aluno surdo terá o apoio visual da escrita. O professor também pode utilizar esses registros para trabalhar com o aluno as marcas da oralidade, combinando diferentes cores no quadro. Por exemplo: escreva em amarelo as transgressões (que normalmente poderiam ser apenas faladas) e em branco a forma escrita corrigida. O trabalho em duplas pode favorecer a colaboração para dificuldades específicas do aluno.
No caso de um aluno ainda em processo de construção da escrita, vale ampliar as atividades para a criança surda, ao trabalhar com ela alguns passos aquém do grupo, aproveitando para selecionar outras palavras, com erros comuns e próprios da deficiência. Outra situação comum nos casos de crianças com deficiência auditiva são as próprias alterações na escrita que podem ser aprimoradas com o exercício, mas que também precisam ser compreendidas como inerentes ao processo de aprendizagem dos surdos. Se o aluno ainda não é capaz de produzir textos, ele pode participar da sequência com listas e frases, usando o mesmo tema. Também é possível acrescentar figuras às palavras novas ou desconhecidas.

Desenvolvimento
1ª etapa
Com base nas produções dos alunos, defina com qual dificuldade ortográfica trabalhar. Essa sequência é focada no uso do E e do I, mas ela pode ser aplicada também com palavras terminadas com O e U com som de /u/ ("bambo"/"bambu", "tato"/"tatu", "urubu", "lobo", "cavalo" etc.) e outras regularidades. Escolha um texto conhecido pelos alunos e que tenha palavras terminadas em E e I com som de /i/ (como "leite", "perde", "perdi", "mente", "menti", "gente", "sapoti", "verde", "saci", "doce" etc.), faça um ditado dele e recolha as produções.

2ª etapa
Em uma lista, reúna as palavras escritas na 1ª etapa, inclua outras terminadas em E e I com som de /i/ e entregue-a para cada dupla. Peça que os estudantes analisem e discutam quais foram grafadas de maneira correta e as que podem ser descartadas. Diga que construam uma tabela, separando-as em dois grupos, de acordo com a escrita. Incentive-os a discutir também sobre o significado de cada palavra, como "qual a diferença entre ‘perde’ e ‘perdi’?". Terminada a atividade, peça que compartilhem seus registros. Seja o escriba de uma tabela coletiva, dividindo as palavras em duas colunas conforme o que eles dizem - quando houver divergências, peça que explicitem seus raciocínios. Discuta sobre onde aparecem as sílabas fortes nas palavras terminadas com E (penúltima ou antepenúltima sílaba) e nas com I (última). Sistematize as conclusões em cartazes para consulta.

3ª etapa
Selecione outro texto conhecido pelos alunos e tenha palavras terminadas com E e I. Realize um ditado.

4ª etapa
Diga que reescrevam o texto da 3ª etapa como se fossem alunos novos, que não estavam nas aulas anteriores e, portanto, não discutiram sobre o uso do E e do I. Essa tarefa parte do pressuposto de que, para transgredir uma regra, o indivíduo precisa ter conhecimento do que está violando.

5ª etapa
Devolva às crianças o ditado da 1ª etapa e peça que revisem os textos consultando os cartazes.

Avaliação
Analise as transgressões que os alunos fizeram na 4ª etapa, observando se foram intencionais ou aleatórias e se conseguiram errar de propósito o uso das vogais em questão no fim das palavras. Fique atento a outras dificuldades ortográficas que podem ser trabalhadas em propostas futuras. Nas demais produções escritas dos alunos, passe a avaliar o uso do E e I, sem deixar de analisar aspectos relacionados à compreensão daquilo que se pretende comunicar. Proponha que os alunos reescrevam corretamente seus textos, consultando o mural de regras sempre que tiverem dúvidas.
Fonte:
Adaptação da proposta elaborada por Artur Gomes de Morais no livro Ortografia: Ensinar e Aprender.
Flexibilização Daniela Alonso
Psicopedagoga, especialista em inclusão e selecionadora do Prêmio Victor Civita - Educador Nota 10.

Quer saber mais?
CONTATO
EM Agnes Pereira Machado, tel. (31) 3832-7104

BIBLIOGRAFIA
Aprender y Enseñar la Lengua Escrita en el Aula
, Alejandra Pellicer e Sofía Vernon (orgs.), 315 págs.,
 Ediciones SM, 199 pesos novos mexicanos (cerca de 28 reais)
La Calidad de las Escrituras Infantiles, Ana María Kaufman e María Elena Rodríguez, 152 págs, Ed. Santillana,
160 pesos novos mexicanos (cerca de 22 reais)
Ortografia: Ensinar e Aprender, Artur Gomes de Morais, 128 págs., Ed. Ática, tel. (11) 3990-2100, 36,90 reais