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domingo, 26 de setembro de 2010

GENIAL / uma boa leitura


                                      
“Viver! "
Acho a maior graça. Tomate previne isso,
cebola previne aquilo, chocolate faz bem,
chocolate faz mal, um cálice diário de vinho não tem problema,
qualquer gole de álcool é nocivo, tome água em abundância,
mas não exagere...  Diante desta fartura de descobertas,
acho mais seguro não mudar de hábitos.
Sei direitinho o que faz bem e o que faz mal pra minha saúde.
Prazer faz muito bem. Dormir me deixa 0 km.
Ler um bom livro faz-me sentir novo em folha.
Viajar me deixa tenso antes de embarcar,
mas depois rejuvenesço uns cinco anos.
Viagens  não me incham as pernas; incham-me o cérebro,
volto cheio de idéias. Brigar me provoca arritmia cardíaca.
Ver pessoas tendo acessos de estupidez me embrulha o estômago.
Testemunhar gente jogando lata de cerveja pela janela do carro me
 faz perder toda a fé no ser humano.
Caminhar faz bem, dançar faz bem, ficar em silêncio quando uma discussão
está pegando fogo, faz muito bem; você exercita o autocontrole e ainda
acorda no outro dia sem se sentir arrependido de nada.
Acordar de manhã arrependido do que disse ou do que fez ontem à noite
é prejudicial à saúde. E passar o resto do dia sem coragem para pedir
desculpas, pior ainda. Não pedir perdão pelas nossas mancadas dá câncer,
não há tomate ou mussarela que previna.
Ir ao cinema, conseguir um lugar central nas fileiras do fundo,
não ter ninguém atrapalhando sua visão,
nenhum celular tocando e o filme ser espetacular, uau!
Cinema é melhor pra saúde do que pipoca.
Conversa é melhor do que piada. Exercício é melhor do que cirurgia.
Humor é melhor do que rancor. Amigos são melhores do que gente influente.
Economia é melhor do que dívida. Pergunta é melhor do que dúvida.
Sonhar é melhor do que nada"

(Luís Fernando Veríssimo)

Diferença entre Educar e Ensinar


Marcas de batom no banheiro...

Em uma escola pública estava ocorrendo uma situação inusitada: uma turma
de meninas de 12 anos que usava batom todos os dias removia o excesso beijando o espelho do banheiro.
O diretor andava bastante aborrecido, porque o zelador tinha um
trabalho enorme para limpar o espelho ao final do dia. Mas, como
sempre, na tarde seguinte, lá estavam as mesmas marcas de batom.
Chegou a chamar a atenção delas por quase 2 meses, e nada mudou, todos os dias acontecia a mesma coisa....
Um dia o diretor juntou o bando de meninas e o zelador no banheiro, explicou pacientemente que era muito complicado limpar o espelho com todas aquelas marcas que elas faziam.
Depois de uma hora falando, e elas com cara de deboche, o diretor pediu ao zelador "para demonstrar a dificuldade do trabalho". O zelador imediatamente pegou um pano, molhou no vaso sanitário e passou no espelho. Nunca mais apareceram marcas no espelho !!!!
 
"Há professores e há educadores"

Qual a diferença entre educar e ensinar?

O educador convence, conscientiza



Análise: VIDAS SECAS, de Graciliano Ramos



Breve Biografia do autor

Graciliano Ramos nasceu em Quebrângulo (AL), em 1892. Muda-se para o Rio de Janeiro em 1914, atuando como revisor em alguns jornais. Acaba por retornar a Alagoas, fixando-se em Palmeira dos Índios, como comerciante.
Em 1920, fica viúvo. Trabalha como jornalista e participava intensamente da vida política, chegando a ser prefeito em 1928, renunciando em 1930. Publica o seu primeiro livro em 1933, tendo contato por essa época com José Lins do Rego, Raquel de Queiroz e Jorge Amado.
É preso em março de 1936, acusado de ligações com o comunismo (PC), durando até o ano seguinte. Filia-se ao Partido Comunista em 1945, com o fim do Estado Novo. Viaja para a então União Soviética e parte do continente europeu. Morre em 1953, um ano após regressar ao Brasil.
OBRA: ROMANCES: Caetés (1933); São Bernardo (1934); Angústia (1936); Vidas Secas (1938); CONTOS: Insônia (1947); MEMÓRIAS - Infância (1945); Memórias do Cárcere (1953); Viagem (1954); Linhas Tortas (1962); CRÔNICAS - Viventes das Alagoas (1962); 
LITERATURA INFANTO-JUVENIL - A Terra dos Meninos Pelados (1937); Histórias de Alexandre (1944); Histórias Incompletas (1946)

VIDAS SECAS



O romance Vidas Secas foi publicado em 1938; a obra aborda a problemática da seca e da opressão social. Ao contrário dos romances anteriores, é uma narrativa em terceira pessoa.
O romance tem um caráter fragmentário, ou seja, apresenta "quadros", episódios que acabam se interligando com uma certa autonomia. Como coloca o crítico Affonso Romano de Sant'Anna - Estamos sem dúvida, diante de uma obra singular onde os personagens não passam de figurantes, onde a estória é secundária e onde o próprio arranjo dos capítulos do livro obedecem a um critério aleatório. Mesmo com essa estrutura descontínua, há uma proximidade entre o primeiro capítulo :Mudança- a chegada de uma família de retirantes - e o último : Fuga - a mudança da família que, diante da seca, foge para o sul. Esse caráter mostra que o romance é cíclico, onde o mundo se fecha para a família de Fabiano, saindo de uma mera classificação regionalista para mostrar o drama que o Homem sofre com a opressão do mundo.
ENREDO
Podemos sintetizar os capítulos da seguinte forma :

CAP. 1 - MUDANÇA : uma família sertaneja fugindo da seca. Compõe a família : Fabiano, sua esposa Sinha Vitória, os dois filhos do casal caracterizados por menino mais novo e menino mais velho, a cachorra Baleia e um papagaio, que morrera para alimentar a família.
Como o próprio título sugere, a situação da seca acaba por tornar as pessoas (vidas) em amargas (secas), como no episódio onde o menino mais velho senta-se no chão exausto da caminhada. Fabiano tem uma reação totalmente hostil :"-Anda, condenado do diabo...", pois o pai possuía "o coração grosso, queria responsabilizar alguém pela sua desgraça.".

CAP. 2 - FABIANO : a família se aloja em uma fazenda abandonada. Depois de uma trovoada, o dono da fazenda chega e expulsa a família de retirantes. Fabiano se faz de desentendido e se oferece para trabalhar como vaqueiro. O fazendeiro acaba por aceitar a oferta. Todo capítulo é centrado na análise de Fabiano. De vocabulário reduzido (mais grunhindo do que falando), inveja o seu Tomás da bolandeira, por possuir facilidade em se expressar. O seu caráter isolado, sua rusticidade e o pouco vocabulário o faz se aproximar de um bicho, como ele próprio coloca :" Você é um bicho, Fabiano. ", pois como o narrador revela, ele "Vivia longe dos homens, só se dava bem com os animais ".

CAP.3 - CADEIA : temos a aparição do soldado amarelo ( que reaparecerá no cap. 11) simbolizando a autoridade governamental. Fabiano, que ao ir à cidade fazer compras, acaba por jogar cartas com o soldado amarelo. Depois de um pequeno desentendimento, Fabiano é preso e espancado. Ele tenta compreender sua situação, mas não consegue devido a falta de organização de seus pensamentos. Revolta-se contra a injustiça que sofre, desejando vingança, mas acaba se conformando.
CAP 4 - SINHA VITÓRIA : centrado na esposa de Fabiano , mostra-nos o seu desejo em adquirir uma cama de couro (como a do seu Tomás da bolandeira ). Os esforços nesse sentido parecem inúteis, pois eles tem muito pouco com o que economizar. Nesse aspecto, o narrador mostra o inconformismo de sinha Vitória com a sua situação, ao contrário do marido, que aceita os fatos de forma mais passiva.
Fabiano a compara com o papagaio que morrera, fazendo analogia ao seu caminhado. No entanto, ela se mostra mais esperta do que o marido, além de articular as palavras melhor do que ele.
CAP. 5 - O MENINO MAIS NOVO : o garoto é apresentado como possuidor de um único ideal em sua vida : ser igual ao pai - Evidentemente ele não era Fabiano. Mas se fosse ? Precisava mostrar que podia ser Fabiano.
Querendo imitar o pai, o menino tenta fazer montaria em um bode, acabando por cair. O tombo revela que o garoto ainda não é Fabiano , entretanto, tal fato não o afasta de seu sonho : "... precisava crescer, ficar tão grande como Fabiano, matar cabras a mão de pilão, trazer uma faca de ponta à cintura. Ia crescer, espichar-se numa cama de varas, fumar cigarros de palha, calçar sapatos de couro cru."
CAP. 6- O MENINO MAIS VELHO : nesse capítulo, o menino se impressiona com a palavra inferno. Na tentativa de compreender o seu significado, pergunta a sinha Vitória, que fala pouco e age de modo arbitrário ao repreendê-lo. Busca aprendê-la, pois possuía "... um vocabulário quase tão minguado como o do papagaio que morrera no tempo da seca."
Há uma aproximação dele com Baleia, devido a sua carência, pois a cadela lhe devota uma certa atenção -"a cadelinha era o único ser vivente que lhe mostrava simpatia. "
CAP 7 - INVERNO : início do período chuvoso. Descrição de uma noite torrencial e os temores que a chuva despertava na família de Fabiano, capaz invadir tudo. Fabiano tenta contar histórias enquanto os garotos passam frio.
CAP. 8 - FESTA : a família vai à cidade para as comemorações do Natal . A família veste roupas confeccionadas por sinha Terta para a ocasião. Como Fabiano havia comprado pouco tecido, as roupas ficam muito justas. Com a falta de hábito de usar sapatos, a sensação de ridículo aumenta. Aumenta o sentimento de inferioridade ao perceberem a grande diferença entre esses dois mundos. Fabiano se embebeda, enchendo-se de coragem para fazer provocações. Como ninguém lhe responde, acaba voltando para junto de sua família.
CAP 9 - BALEIA : Baleia adoece (fica hidrófoba). Cai-lhe o pêlo , estava magérrima e com o corpo cheio de chagas. Fabiano resolve matá-la, temendo que passe a doença aos filhos.
CAP 10 - CONTAS : nesse capítulo percebemos a opressão do proprietário rural para com o seu agregado. Fabiano é enganado no acerto de contas com o patrão. Ao comentar que a conta do patrão difere da de sinha Vitória, este se irrita, diz que são os juros e intenciona demiti-lo. Fabiano que acaba por se humilhar e pedir desculpas ao patrão, mesmo sabendo que este está lhe enganando.
CAP 11 - O SOLDADO AMARELO : um ano após ser preso e espancado pelo soldado amarelo, Fabiano o reencontrará na caatinga. Embora deseje vingança, acaba submetendo-se a ele e ensinando-lhe o caminho. Percebe-se que, fisicamente, o soldado é mais fraco do que Fabiano -"O soldado, magrinho, enfezadinho, tremia". Todavia é por ele respeitado por representar o governo -"Governo é governo".
CAP. 12 - O MUNDO COBERTO DE PENAS : Fabiano e sua família preparam-se para partir pelo prenúncio de outro período de seca, que é anunciado pelas aves de arribação. Fabiano atira nos pássaros para garantir alimento para a família para os próximos dias.
CAP. 13 - A FUGA : partida da família de Fabiano. A seca começa a se tornar forte e, não tendo como resgatar sua dívida junto ao patrão, resolvem fugir. Fabiano nutre esperanças quanto ao futuro dos garotos, estudando e morando numa cidade grande ; sinha Vitória pensa um dia poder dormir em uma cama de couro. Mistura de sonhos, descrenças e frustrações em que termina o romance. Mas são somente ilusões -"O sertão mandaria para a cidade homens fortes, brutos, como Fabiano, Sinha Vitória e os dois meninos. "
  ESTRUTURA DA NARRATIVA
 I - TEMPO
A ação ocorre entre dois períodos de estiagem (primeiro e último capítulo). Embora haja algumas referências cronológicas presentes na obra, há uma diluição do tempo cronológico para o predomínio do psicológico.
II - ESPAÇO
Sertão nordestino
III - NARRADOR
Narrado em terceira pessoa, é o narrador que se interioriza nos pensamentos dos personagens para revelá-los ao leitor, já que os personagens possuem uma linguagem precária. Assim, o texto fica estruturado no discurso indireto livre (predominante), onde o narrador "toma posse" do discurso dos personagens para expô-los, evidenciando seus medos, desejos, raivas e frustrações através de monólogos interiores. O foco narrativo ganha destaque ao converter em palavras os anseios e pensamentos das personagens.
 IV- PERSONAGENS
CONSIDERAÇÕES GERAIS :
O grau de verossimilhança na caracterização de Fabiano e sua família é muito grande. A brutalidade da seca faz com que os personagens também se embruteçam, daí a freqüente recorrência do autor ao compará-los com animais, revelando seus aspectos rústicos. Há uma evidente zoomorfização das personagens. Elas não falam, mas grunhem, rosnam, gesticulam e falam palavras soltas. Cabe ao narrador interpretar e expor os seus desejos e anseios.
FABIANO
CAP. 1 - MUDANÇA : uma família sertaneja fugindo da seca. Compõe a família : Fabiano, sua esposa Sinha Vitória, os dois filhos do casal caracterizados por menino mais novo e menino mais velho, a cachorra Baleia e um papagaio, que morrera para alimentar a família. Como o próprio título sugere, a situação da seca acaba por tornar as pessoas (vidas) em amargas (secas), como no episódio onde o menino mais velho senta-se no chão exausto da caminhada. Fabiano tem uma reação totalmente hostil :"-Anda, condenado do diabo...", pois o pai possuía "o coração grosso, queria responsabilizar alguém pela sua desgraça.".SINHA VITÓRIA
Mais astuta do que o marido, é ela que percebe as trapaças do patrão (cap. 10) e também o início da estiagem (cap. 12). Possui um espírito inconformado com sua situação, tendo como desejo de consumo uma cama de couro igual à do seu Tomás da bolandeira.
Seu inconformismo faz com que ela se transforme em uma pessoa queixosa, sendo impaciente com os filhos e um tanto quanto amargurada.
OS MENINOS
A ausência de nomes e de caracteres específicos acaba por projetá-los ao anonimato, formulando assim um caráter de denúncia. Parafraseando João Cabral de Melo - São tantos severinos / Iguais em tudo na vida.
Enquanto o mais novo vê no pai um ídolo, um modelo a ser seguido, a mais velho já é curioso, possui o desejo de saber.

BALEIA
A conotação do nome Baleia ganha dois sentidos. Além de ser uma ironia requintada feita pelo autor, figura também como uma compensação pela carência d'água.
Ela é humanizada em vários momentos, tornando-se um membro da família, sempre se solidarizando com esta ( o episódio do preá e do consolo que dá ao menino mais novo quando este cai do bode e fica triste). Sua solidariedade é desinteressada, pois além de ser bastante enxotada, fica sempre com os ossos, contentando-se com o pouco.
SEU TOMÁS DA BOLANDEIRA
Personagem que só aparece por meio de evocações (pois já havia morrido), é tido como referência para Fabiano e sinha Vitória . Enquanto Fabiano admira sua linguagem, tentando imitá-la de forma desconexa, sinha Vitória deseja uma cama de couro igual à sua. Dessa forma, ele representa as aspirações de mudança do casal.
O SOLDADO AMARELO, O DONO DA FAZENDA E O FISCAL DA PREFEITURA
Os três personagens são representantes das instituições sociais que oprimem Fabiano . O soldado - corrupto, oportunista e medroso ; o dono da fazenda- exigente, ladrão e opressor ; o fiscal da prefeitura intolerante e explorador.
ESTILO E LINGUAGEM
Há uma certa comparação entre a linguagem do autor de São Bernardo e Machado de Assis. Isso decorre devido ao burilamento da linguagem de Graciliano, clássica. O despojamento de adjetivos é eminente, centrando-se o autor no substantivo (criteriosamente selecionados). Os períodos são curtos, o que realça um estilo conciso, "seco". Graciliano ainda se utiliza de expressões regionais, adequando-os à sintaxe tradicional. A ausência de diálogos se faz presente devido à uma ausência vocabular por parte das personagens, que se comunicam através de onomatopéias, exclamações, resmungos e gestos , enfatizando a animalização dos personagens, que são marginalizados também pelo fator lingüístico. Por esse fator, há a predominância do discurso indireto livre, onde o narrador, através de monólogos interiores, ordena logicamente o discurso dos personagens.

BIBLIOGRAFIA
RAMOS, Graciliano. Vidas Secas. Rio de Janeiro, Record, 1998.
CASTRO, Dácio Antônio de. Roteiro de Leitura : Vidas Secas. São Paulo, Ática, 1997.
BOSI, Alfredo. História Concisa da Literatura Brasileira. São Paulo, Cultrix, 1988

Boas Práticas Pedagógicas: A DIFÍCIL ARTE DE SIMPLIFICAR TEXTOS CIENTÍFICOS



Textos Científicos são escritos numa linguagem de difícil compreensão para o grande público. Torna-se necessário simplificá-los tornando-os mais acessíveis.
Observem abaixo os estágios desta SIMPLIFICAÇÃO OU RESUMO:

TEXTO ORIGINAL:

O dissacarídeo de fórmula C12H22O11, obtido através da fervura e da evaporação de H2O do líquido resultante da prensagem do caule da gramínea Saccharus officinarum (Linnaeus), isento de qualquer outro tipo de processamento suplementar que elimine suas impurezas, quando apresentado sob a forma geométrica de sólidos de reduzidas dimensões e arestas retilíneas, configurando pirâmides truncadas de base oblonga e pequena altura, uma vez submetido a um toque no órgão do paladar de quem se disponha a um teste organoléptico, impressiona favoravelmente as papilas gustativas, sugerindo impressão sensorial equivalente provocada pelo mesmo dissacarídeo em estado bruto que ocorre no líquido nutritivo da alta viscosidade, produzindo nos órgãos especiais existentes na Apis mellifira (Linnaeus). No entanto, é possível comprovar experimentalmente que esse dissacarídeo, no estado físico-químico descrito e apresentado sob aquela forma geométrica, apresenta considerável resistência a modificar apreciavelmente suas dimensões quando submetido a tensões mecânicas de compressão ao longo do seu eixo em conseqüência da pequena deformidade que lhe é peculiar.

  •       PRIMEIRO ESTÁGIO DA SIMPLIFICAÇÃO:
A sacarose extraída da cana de açúcar, que ainda não tenha passado pelo processo de purificação e refino, apresentando-se sob a forma de pequenos sólidos tronco-piramidais de base retangular, impressiona agradavelmente o paladar, lembrando a sensação provocada pela mesma sacarose produzida pelas abelhas em um peculiar líquido espesso e nutritivo. Entretanto, não altera suas dimensões lineares ou suas proporções quando submetida a uma tensão axial em conseqüência da aplicação de compressões equivalentes e opostas.

  •   SEGUNDO ESTÁGIO DA SIMPLIFICAÇÃO:
O açúcar, quando ainda não submetido à refinação e, apresentando-se em blocos sólidos de pequenas dimensões e forma tronco-piramidal, tem sabor deleitável da secreção alimentar das abelhas; todavia não muda suas proporções quando sujeito à compressão.
  •       TERCEIRO ESTÁGIO DA SIMPLIFICAÇÃO:
   Açúcar não refinado, sob a forma de pequenos blocos, tem o sabor agradável do mel, porém não muda de forma quando pressionado.
  •       QUARTO ESTÁGIO DA SIMPLIFICAÇÃO:
  Açúcar mascavo em tijolinhos tem o sabor adocicado, mas não é macio ou flexível.
  •    ESTÁGIO FINAL DA SIMPLIFICAÇÃO:
      Rapadura é doce, mas não é mole, não.

·      O dissacarídeo de fórmula C12H22O11 , obtido através da fervura e da evaporação de H2O =  A sacarose =  O açúcar.
·      Caule da gramínea Saccharus officinarum (Linnaeus) =  cana de açúcar
·      Isento de qualquer outro tipo de processamento suplementar que elimine suas impurezas = que ainda não tenha passado pelo processo de purificação .
·      Apresentado sob a forma geométrica de sólidos de reduzidas dimensões e arestas retilíneas, configurando pirâmides truncadas de base oblonga e pequena altura refino  =  blocos sólidos de pequenas dimensões e forma tronco-piramidal =  sob a forma de pequenos blocos =  em tijolinhos.
·      O dissacarídeo de fórmula C12H22O11, obtido através da fervura e da evaporação de H2O do líquido resultante da prensagem do caule da gramínea Saccharus officinarum (Linnaeus), isento de qualquer outro tipo de processamento suplementar que elimine suas impurezas  = Açúcar não refinado.
·      Açúcar não refinado, sob a forma de pequenos blocos, tem o sabor agradável do mel = Açúcar mascavo.
·      Açúcar mascavo em tijolinhos tem o sabor adocicado, mas não é macio ou flexível = RAPADURA.

Boas Práticas Pedagógicas: CONTO DE FADAS PARA AS MULHERES DO SÉCULO XXI


Era uma vez, numa terra muito distante, uma linda princesa, independente e
cheia de auto-estima que, enquanto contemplava a natureza e pensava em
como
o maravilhoso lago do seu castelo estava de acordo com as conformidades
ecológicas, se deparou com uma rã.

Então, a rã pulou para o seu colo e disse:

Linda princesa, eu já fui um príncipe muito bonito.
Uma  bruxa má lançou-me  um encanto e eu me transformei nesta rã asquerosa.

Um beijo teu, no  entanto, há de me transformar de novo num belo príncipe e

poderemos casar  e  constituir um lar feliz no teu lindo castelo. A minha mãe
poderia vir morar  conosco e tu poderias preparar o meu jantar, lavarias as

minhas roupas, criarias os nossos filhos e viveríamos felizes para
sempre...

Naquela noite, enquanto saboreava pernas  de rã à sautée, acompanhadas de
um
cremoso molho acebolado e de um finíssimo vinho branco, a princesa sorria
e  pensava...  Nem morta!

(Luís Fernando Veríssimo)


Após leitura realizada pelo(a)  professor (a), instigar os alunos às reflexões abaixo:

1.     Na sua opinião, o que mudou nas histórias atuais?
2.     Se essa  história tivesse se passado no século passado, como seria o seu final?
3.     Que posição social a mulher ocupa nos dias de hoje?
4.     Que mudanças aconteceram na vida dos homens?
5.     Trace um perfil da família moderna e da família dos contos de fábulas. 
6.     Ilustre em forma de desenho os dois perfis de família.

PUPIM, Selma Cristina Freitas

Viúva de José Saramago fala com exclusividade

A jornalista espanhola Pilar Del Rio está no Rio para o lançamento do documentário 'José e Pilar', do português Miguel Mendes

Luisa Girão e Valmir Moratelli, iG Rio de Janeiro | 26/09/2010 04:58

A imagem de homem durão de José Saramago deu lugar a de homem apaixonado. Um olhar ou sorriso revela a cumplicidade que o Nobel de literatura que morreu em junho tinha com a sua mulher, a jornalista Pilar Del Rio. E é com essa tônica que o diretor português Miguel Mendes desenvolve seu documentário “José e Pilar”, que teve sua sessão especial, nesse sábado (25), no Espaço de Cinema, no Festival do Rio.
No filme, que mostra o processo de escrita de “A viagem do elefante”, passando por sua publicação e o seu lançamento no Brasil, é possível ver a importância de Pilar para Saramago. “14 de junho: de volta a Lanzarote. Nesse mesmo dia faz anos que conheci Pilar. Entro em casa com alegria”, afirma Saramago.
Mas quem é essa mulher tão importante na vida desse escritor? O iG conversou com a jornalista espanhola minutos antes dela assistir pela primeira vez a versão final do filme e ela contesta a afirmação do autor que a vida dele não seria a mesma sem ela. “Isso ninguém pode falar ou dizer. Não sabemos. Todos os seres humanos influenciam uns aos outros”, afirmou.

 

Foto: George Magaraia
Pilar Del Rio, viúva de José Saramago, durante o Festival do Rio



iG: O documentário “José e Pilar” demorou quase quatro anos para ser feito. Você e o Saramago viram o resultado final?
Pilar: Não. Já tínhamos vistos alguns trechos. Essa vai ser a primeira vez que vou assistir e tenho certeza que vai ser belíssimo, porque o diretor é muito bom. O José viu partes, ainda faltava a música, e ficou muito satisfeito com o trabalho do diretor, Miguel Mendes.
iG: Como foi o processo de filmagem?
Pilar: Foram vários anos que o Miguel nos acompanhou. Foi um processo muito interessante porque a câmera estava com a gente, não o tempo todo, mas em momentos importantes como viagens, algumas intimidades...
iG: Tem alguma cena em especial que te agradou mais ou a deixou mais emocionada?
Pilar: Esse documentário tem cenas belíssimas, principalmente as que mesclam textos ou depoimentos do José... Ele era um intelectual de respeito, com grandes ideias.
iG: Saramago deixou um texto inacabado e que muitos esperam lê-lo. Você pretende publicá-lo?
Pilar: É um grande texto, com profundidade e humor, que merece que seja publicado. Como? Quando? De que maneira? Isso, eu não sei quando acontecerá, estamos vendo...
iG: Ele também foi o único autor de lingua portuguesa a ganhar um prêmio Nobel da literatura. Acha que algum outro pode alcançar esse posto?
Pilar: Acho que sim. Temos uma boa gama de autores que estão fazendo belos romances, que dominam a língua. Poderia falar alguns nomes tanto brasileiros quanto portugueses. Chico Buarque tem trabalhos lindíssimos, enquanto português poderia citar todos os autores que ganharam o Prêmio José Saramago de literatura, como Gonçalo Tavares, José Tordo, entre outros.
iG: Tem uma cena no filme que Josè Saramago diz que a vida dele não seria a mesma sem você...
Pilar: Isso ninguém pode falar ou dizer. Não sabemos. Todos os seres humanos influenciam uns aos outros.
iG: Qual foi o maior ensinamento que José Saramago trouxe para você?
Pilar: Um idioma: o português. Eu não falo, mas o traduzo. Minha contribuição para o português é a tradução da obra dele para mais 500 milhões de pessoas.

Disponível em: <http://migre.me/1plux>. Acesso em 26-09-2010.

A Escola e a Formação de Leitores: O círculo virtuoso da sociedade leitora.

"Sabemos que a paixão pela leitura não vem no código genético das pessoas. Ela deve ser cultivada, incentivada e ensinada". Fernando José de almeida

Fernando J. de almeida é Filósofo, docente da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo - PUC e diretor de Educação da Fundação Padre Anchieta.

Segundo o estudioso, a escola ajuda na formação de leitores literários quando facilita o acesso aos livros a professores, alunos, funcionários e familiares.
Veja Artigo na íntegra: O círculo virtuoso da sociedade leitora.
www.ne.org.br